terça-feira, 26 de agosto de 2014

Vitaminas do complexo B são essenciais para o sistema neurológico

As vitaminas do complexo B são lipossolúveis e não são produzidas em quantidades suficientes pelo corpo humano, por isso devem ser adquiridas por meio da alimentação. As vitaminas B1, B2, B3, B5 e B6 contam com funções similares e necessitam uma da outra para que realizem suas funções no organismo. Já as vitaminas B12 e a B9 não necessitam da presença das outras. Veja os benefícios, problemas causados pela falta e as fontes de cada vitamina do complexo B. 

Vitamina B1 (Tiamina)

Benefícios: A vitamina B1 age no metabolismo da glicose, dos ácidos graxos e aminoácidos, ou seja, ajuda o organismo a utilizar essas substâncias com eficiência. Além disso, ela também desempenha um papel importante na formação da bainha de mielina, que fica em torno das fibras nervosas e permite mensagens entre os nervos, dentre as vitaminas do complexo B a mais importante para o sistema nervoso é a vitamina B12. 
Problemas causados pela falta: A falta de vitamina B1 pode causar fraqueza muscular, falta de energia, diminuição da memória e depressão. A carência extrema deste nutriente pode causar a doença beribéri que causa uma neuropatia periférica, formigamento nas mãos, fraqueza nas pernas, dificuldade para caminhar e alterar a sensibilidade da pele. Alcoólatras correm maior risco de desenvolver a carência de vitamina B1 e em consequência disso ter uma demência que causa confusão mental, dificuldade de raciocínio, memória e pode fazer até que a pessoa entre em coma. 
Fontes: As principais fontes de vitamina B1 são carnes, leites, ovos, legumes e cereais integrais e leguminosas como feijão e grão de bico. 

Vitamina B2 (Riboflavina)

Benefícios: A vitamina B2 possui forte ação antioxidante e por isso age combatendo os radicais livres. Além disso, ela age no metabolismo da glicose, dos ácidos graxos e aminoácidos, ou seja, ajuda o organismo a utilizar essas substâncias com eficiência. Além disso, ela também desempenha um papel importante na formação da bainha de mielina, que fica em torno das fibras nervosas e permite mensagens entre os nervos, dentre as vitaminas do complexo B a mais importante para o sistema nervoso é a vitamina B12. 
Problemas causados pela falta: A deficiência de vitamina B2 é rara, mas vegetarianos, alcoólatras, crianças, gestantes e idosos estão mais vulneráveis ao problema. A falta deste nutriente pode causar tontura, vertigem, dermatite seborreica, inflamação nos lábios e língua e coceira nos olhos. 
Fontes: As principais fontes de vitamina B2 são carnes, leites, ovos, legumes, verduras, especialmente o brócolis, cereais integrais, leguminosas, como ervilhas, algumas oleaginosas, como amendoim, castanhas e nozes, e abacate.  

Vitamina B3 (Niacina)

Benefícios: A vitamina B3 possui forte ação antioxidante e por isso age combatendo os radicais livres. Além disso, ela age no metabolismo da glicose, dos ácidos graxos e aminoácidos, ou seja, ajuda o organismo a utilizar essas substâncias com eficiência. Além disso, ela também desempenha um papel importante na formação da bainha de mielina, que fica em torno das fibras nervosas e permite mensagens entre os nervos, dentre as vitaminas do complexo B a mais importante para o sistema nervoso é a vitamina B12. 
Problemas causados pela falta: A falta de vitamina B3 pode causar insônia, cansaço, irritabilidade, manchas na pele, depressão e uma doença chamada pelagra que causa diarreia, inflamação na pele e confusão mental. Mulheres que utilizam anticoncepcionais excretam mais a vitamina B3 pela urina, mas normalmente a própria alimentação já compensa essa falta. Pessoas em tratamento de tuberculose podem precisar do suplemento do nutriente, mas essa necessidade só será determinada pelo médico ou nutricionista. O excesso de vitamina B3 não é bom para o organismo, pois pode afetar o fígado, por isso não ingira suplementos do nutriente sem orientação. 
Fontes: As principais fontes são carnes, leites, ovos. Algumas oleaginosas, como amendoim e castanha do pará, frutas secas, tomate e cenoura. 

Vitamina B5 (Ácido Pantotênico)

Benefícios: A vitamina B5 age no metabolismo da glicose, dos ácidos graxos e aminoácidos, ou seja, ajuda o organismo a utilizar essas substâncias com eficiência. Além disso, ela também desempenha um papel importante na formação da bainha de mielina, que fica em torno das fibras nervosas e permite mensagens entre os nervos, dentre as vitaminas do complexo B a mais importante para o sistema nervoso é a vitamina B12. 
Este nutriente também auxilia na produção de hormônios da glândula suprarrenal e ajuda o fígado a detoxificar o álcool. 
Problemas causados pela falta: A deficiência de vitamina B5 pode causar fadiga, formigamento nas mãos e pés, dores musculares, irritabilidade, depressão, distúrbios de sono, retardo de crescimento, queda de cabelo, envelhecimento precoce, artrite, alergias e estresse. 
Fontes: As principais fontes de vitamina B5 são ovos, leite, carnes, leguminosas, como ervilhas e feijão, cogumelos e gérmen de trigo. 

Vitamina B6 (piridoxina)

Benefícios: A vitamina B6 é importante para a produção de glóbulos vermelhos. Ela também age no metabolismo da glicose, dos ácidos graxos e aminoácidos, ou seja, ajuda o organismo a utilizar essas substâncias com eficiência. Além disso, o nutriente desempenha um papel importante na formação da bainha de mielina, que fica em torno das fibras nervosas e permite mensagens entre os nervos, dentre as vitaminas do complexo B a mais importante para o sistema nervoso é a vitamina B12. A vitamina B6 permite a síntese de glutationa, principal antioxidante do organismo. 
Grãos são ricos em vitaminas do complexo B
Problemas causados pela falta: Níveis inadequados de vitamina B6 podem comprometer a conversão de glutamato, neurotransmissor que excita o tório, em GABA, neurotransmissor relaxante. Consequentemente, o excesso de glutamato está associado à hiperexcitação neuronal, e até mesmo à morte neuronal. A deficiência do nutriente pode causar convulsões em crianças pequenas, anemia, dermatite, lesões nervosas, confusão mental em adultos, dormência e formigamento nas mãos e pés. A anemia também pode acontecer devido à falta de vitamina B6. 
O excesso do consumo de álcool também pode diminuir os níveis de vitamina B6, assim como o uso de anticoncepcionais. Contudo, a alimentação pode repor a falta do nutriente e é importante consultar um médico ou nutricionista para saber se há necessidade do consumo do suplemento. 
Fontes: As melhores fontes de vitamina B6 são peixes, como atum, salmão, truta e arenque, nozes, amendoins, avelãs, semente de girassol, gérmen de trigo, levedo de cerveja, milho e cereais integrais, leguminosas, couve-flor, banana, melão e uvas passas. 

Vitamina B7 (biotina)

Benefícios: Assim como outras vitaminas do complexo B, a biotina está relacionado ao metabolismo das gorduras, carboidratos e proteínas. Ela também é essencial para a saúde da pele, unhas e cabelos. 
Problemas causados pela falta: A deficiência de biotina é extremamente incomum porque este nutriente está muito presente na alimentação. Contudo, quando acontece os sintomas da ausência do nutriente são: fraqueza nas unhas e cabelos, calvície, pele seca e escamosa e vermelhidão em volta do nariz e da boca. Outras complicações que podem ocorrer são conjuntivite, dermatite exfoliativa, dores musculares e lassidão, acompanhada de aumento da glicemia. 
Fontes: As principais fontes de biotina são o amendoim, as nozes, o tomate, a gema do ovo, a cebola, a cenoura, alface, couve-flor e amêndoa. A carne vermelha, o leite, as frutas e as sementes também contam com o nutriente. 

Vitamina B9 (ácido fólico)

Benefícios: A vitamina B9 não depende de outras vitaminas do complexo B para surtir efeito positivos. Ela participa da manutenção do sistema imunológico, circulatório e nervoso e reduz o risco de infarto, câncer de mama e de cólon, aterosclerose, promove a saúde dos cabelos e da pele, reforça o sistema imunológico e o sistema nervoso central. Para gestantes, o ácido fólico é importante, pois ajuda no fechamento do tubo neural do feto. O suplemento de vitamina B9 costuma ser orientado para gestantes e só pode ser ingerido em outros casos após orientação médica, isto porque o excesso as substância pode favorecer alguns tipos de câncer. 
Problemas causados pela falta: No caso de gestantes, a falta de vitamina B9 pode causar má formação no feto. A falta do nutriente também pode causar anemia megaloblástica, fadiga, lesões nas mucosas, insuficiência respiratória, palidez, níveis elevados do aminoácido homocisteína, podendo causar doenças cardiovasculares. 
Fontes: As principais fontes de vitamina B9 são fígado, vegetais de folhas verdes escuras, como brócolis, couve e espinafre, grãos, ervilha, lentilha, feijão, laranja e ovos. 

Vitamina B12

Benefícios: A vitamina B12 é importante para a formação das células vermelhas do sangue. Além disso, ela é importante para desenvolvimento e manutenção das funções do sistema nervoso. Sem essa vitamina, a mielina que recobre os nervos, como uma capa de proteção, sofre um desgaste que recebe o nome de desmielinização, processo que ocorre tanto em neurônios de nervos periféricos, quanto naqueles da substância branca do cérebro. 
Uma pesquisa realizada pelo Linus Pauling Institute of Oregon State University dos Estados Unidos descobriu que a ingestão de vitamina B12 reduziu o risco de quebras nos cromossomos levando a danos no DNA. Sofrer danos no DNA é um dos fatores de risco para o câncer. 
Problemas causados pela falta: A ausência da substância leva a lesões irreversíveis no sistema nervoso, devido à morte dos neurônios. Isso irá provocar neuropatias que tem como sintomas mais comuns o formigamento nas pernas, queimação na sola dos pés, dificuldade para andar e incontinência urinária. 
A ausência de vitamina B12 também aumenta o risco da pessoas desenvolver depressão. A anemia megaloblástica também pode ocorrer devido à falta desta vitamina. Alguns outros sintomas da ausência da vitamina B12 no organismo são: 
  • Fadiga, falta de energia ou tontura ao se levantar ou fazer esforço
  • Falta de concentração
  • Falhas na memória
  • Paranoia e alucinações
  • Pele amarelada (icterícia)
  • Língua inchada e inflamada
Fontes: A vitamina B12 está presente em boas quantidades nos alimentos de origem animal, especialmente nos peixes de águas frias e profundas, como salmão, truta e atum, fígado, carne de porco, leite e derivados, ovos e ostras. 

Outras substâncias

Algumas outras substâncias a princípio eram consideradas vitaminas do complexo B, como a B11, B13, B14, B15, B16 e B17, mas atualmente a ciência já descobriu que na realidade elas não são vitaminas. 

Uso do suplemento

As chances de carência de vitaminas do complexo B são muito baixas porque esses nutrientes estão presentes em diversos alimentos. Como boa parte destas vitaminas está em alimentos de origem animal, vegetarianos e veganos correm maior risco de ter deficiência das vitaminas do complexo B. 
Brócolis é rico em vitaminas do complexo B
Alcoólatras também podem sofrer com a deficiência porque a ingestão de álcool diminui a absorção de vitaminas do complexo B. Pacientes com câncer podem precisar de maiores quantidades de vitaminas do complexo B, mas para o uso do suplemento é necessária a orientação médica, até porque algumas dessas vitaminas podem piorar o câncer se ingeridas em excesso. Quem passou por uma cirurgia bariátrica também pode precisar do suplemento. É importante ressaltar que antes de ingerir suplementos de vitaminas do complexo B é preciso conversar com o médico ou nutricionista sobre o uso. 

Riscos do excesso

O excesso de vitaminas do complexo B ocorre por meio da suplementação. Normalmente não há grandes complicações, pois a quantidade extra é eliminada pela urina. Porém, o excesso de o excesso de vitamina B6 pode causar um quadro de neurite. Já grandes quantidades de vitamina B3 pode prejudicar o fígado, enquanto a vitamina B9 em excesso pode levar a problemas hormonais e favorecer alguns tipos de câncer. 

Fontes consultadas:

Nutrólogo Roberto Navarro

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Dextrose ajuda no ganho de massa muscular e fornece energia

É importante ingerir o suplemento com fontes de proteínas e apenas quando se pratica exercícios

Por Bruna Stuppiello
    

Dextrose ajuda no ganho de massa muscular
A dextrose é uma fonte de glicose elaborada a partir do amido de milho. Trata-se de um carboidrato simples que é rapidamente absorvido pelo organismo. Ele contribui para o ganho de massa muscular em pessoas que praticam musculação e é um fonte de energia para quem faz atividades aeróbicas. 

Benefícios comprovados da dextrose

Bom para os músculos: A dextrose contribui para o ganho de massa muscular. Isto ocorre porque ela é uma glicose e ao ser ingerida causa um pico de glicose e consequentemente um pico de insulina. Esta insulina ajuda a jogar as proteínas para dentro do músculo. 
As proteínas, por sua vez, contribuem para reparar os músculos que sofreram microlesões devido à prática de exercícios. Esses músculos são reparados e ficam maiores e mais fortes. Portanto, é bom ingerir a dextrose com uma fonte de proteínas, como o suplemento Whey Protein. 
Fonte de energia para atletas: A dextrose é uma ótima alternativa antes ou durante os treinos aeróbicos longos. Isto porque como ela é uma fonte de carboidratos, irá fornecer energia para a prática das atividades aeróbicas. 
Opção para pessoas internadas: Nos hospitais, a dextrose pode ser utilizada como uma fonte de nutrição em pacientes que estão sendo alimentos por meio de sonda. 

Quantidade recomendada


Dextrose é fonte de energia
É o seu médico nutrólogo ou nutricionista que irá determinar a quantidade de dextrose que pode ser ingerida. Contudo, geralmente a orientação é ingerir cerca de 30 gramas que tem 120 calorias. É importante incluir este suplemento na conta de calorias diárias que podem ser ingeridas e na porcentagem de carboidratos que podem ser consumidos, cerca de 55 a 60% da alimentação diária das pessoas que praticam exercícios. 

Precauções ao consumir

Ao adquirir a dextrose é importante observar se o fabricante possui o selo da ANVISA. Além disso, guarde a dextrose sem muito contato com a luz do sol, para evitar a oxidação, e deixe-a bem fechada, para evitar que formigas entrem. A dextrose é consumida em pó e diluída na água. 

Como consumir

No caso dos treinos de musculação a orientação é consumir a dextrose após o treino, juntamente com uma fonte de carboidrato. Assim, ela irá repor a glicose do músculo e também favorecer a entrada de proteínas no músculo. Também é importante ingerir uma fonte de carboidratos antes dos treinos. 
Em casos de treinos aeróbicos, a orientação é ingerir a dextrose antes ou durante a prática de exercício, assim a pessoa terá energia para realizar a atividade. A dextrose é ingerida na forma de pó e diluída em água. Nos dias em que a pessoa não irá treinar a dextrose não deve ser consumida. 

Quem pode consumir

A dextrose é orientada para pessoas que praticam exercícios e estão com o peso correto. Isto porque como é um fonte de glicose, ela pode fornecer muita energia e atrapalhar o processo de emagrecimento de pessoas acima do peso. Diabéticos só podem ingerir a dextrose após orientação médica, pois ela leva a picos de insulina que prejudicam o quadro do diabetes como um todo. Gestantes e lactantes também devem evitar o consumo da dextrose e só fazê-lo em casos de orientação médica. 

Riscos de consumir em excesso

Dextrose ajuda as proteínas a entrarem nos músculos
O consumo em excesso de dextrose pode fazer com que a pessoa acumule muito açúcar no corpo, levando ao ganho de peso. Esta glicose em excesso também leva a pico de insulina que favorecem o diabetes. 

Combinação

Dextrose + fontes de proteína: Combinar a dextrose com uma fonte de proteína, como o Whey Protein, BCAA ou um alimento, carne ou frango, ajuda no ganho de massa muscular. Isto porque a dextrose irá facilitar a entrada da proteína no músculo. 

Fontes consultadas:

Nutrólogo Roberto Navarro

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Dieta para reduzir ácido úrico é essencial para prevenir e controlar a gota

Embutidos, vísceras, cerveja e outros alimentos são prejudiciais para quem corre risco de desenvolver a doença

       



Quem já não escutou que se sua pele está descamando pode ser por causa do ácido úrico? Embora isto possa acontecer em pacientes que tem suas articulações inflamadas pelo excesso desta substância, as consequências do excesso de ácido úrico no nosso organismo são bem mais abrangentes e severas. 
Considerado um produto final do metabolismo das purinas (substância encontrada em proteínas animais e vegetais que ingerimos na alimentação) não nos traz nenhum problema se circular pelo nosso sangue em níveis adequados, até 5,7 mg/dl em mulheres e até 7 mg/dl em homens. Até porque cumprem também determinadas funções específicas. 
O problema começa quando seus níveis sanguíneos se elevam exageradamente, condição chamada de hiperuricemia, podendo se acumular em determinadas articulações sendo as mais frequentes as do hálux (dedão do pé), tornozelo, calcanhar e joelho, levando a um quadro inflamatório local bastante doloroso, ficando a região muito inchada, vermelha e com aumento da temperatura da pele da região afetada. Chamamos esta situação de gota, mais frequente em homens do que em mulheres. 
Mas por que os níveis de ácido úrico podem se elevar no sangue? Bem, esta resposta é um pouco complexa, mas vamos tentar resumir esta história. Normalmente a quantidade de ácido úrico que circula no sangue é o resultado final do total que foi produzido dentro do corpo (gerado pelo metabolismo das proteínas que ingerimos) menos a quantidade que foi excretada pelos rins. Isto mesmo, boa parte do ácido úrico que produzimos é jogada fora pela urina e graças à este mecanismo que ele não se acumula dentro do corpo, nos protegendo dos danos causados pelo seu excesso. Algumas pessoas geneticamente predispostas não conseguem cumprir com eficiência este passo de excretar o ácido úrico pela urina, sendo chamados pela medicina de hipoexcretores. 
Já outras pessoas produzem o próprio ácido úrico de maneira exagerada dentro do organismo, sendo classificados como hiperprodutores. Para completar o problema alguns fatores extras podem atuar nas duas pontas, ou seja, aumentar a produção e diminuir a excreção do ácido úrico, como é o caso da ingesta de bebidas alcoólicas e deficiência de algumas enzimas específicas envolvidas na sua produção e metabolismo. Qualquer que seja o mecanismo envolvido citado acima, a consequência final será o acúmulo excessivo de ácido úrico em nosso organismo, principalmente nas articulações e no próprio rim, aumentando também a chance de formar cálculos nos rins, quadro bastante desconfortável e aumentando a chance de alterar o bom funcionamento deste importante órgão. 
Agora que ficou mais claro o porquê do ácido úrico se elevar dentro do corpo veja como deve ser feita sua correção. A princípio, exames laboratoriais específicos devem ser solicitados pelo médico para diagnosticar corretamente esta condição clínica e, inclusive, diferenciar se o paciente faz parte do grupo dos hiperprodutores ou do grupo dos hipoexcretores, já que para cada caso existem medicamentos adequados para ajudar a controlar o excesso do ácido úrico no sangue. 
Sabe-se também que vários fatores paralelos podem contribuir e muito para a elevação do ácido úrico, como obesidade, hipertensão arterial, síndrome metabólica, consumo excessivo de álcool, doenças renais crônicas e uso de diuréticos, tiazídicos, e salicilatos em baixas doses. Todos estes fatores contribuintes devem ser corrigidos com os tratamentos. 
O cuidado na alimentação das pessoas com hiperuricemia deve ser uma prioridade, já que vários alimentos são fontes de purinas que entram na formação do ácido úrico.
  Os mais contraindicados são: 
  • Condimentos como caldos de galinha ou carne
  • Vísceras como: coração de galinha, rim, fígado, moelas, miolo.
  • Alimentos embutidos: salsicha, presunto, mortadela, linguiça.
  • Ovas de peixe e molhos à base de carne.
  • Peixes: sardinha, anchova, cavala, arenque, manjuba.
  • Mexilhão - Bebidas alcoólicas: principalmente a cerveja.
Alguns alimentos devem ter seu consumo diminuídos, mas não necessariamente eliminados, como: carnes, peixes, aves, mariscos. 
Embora alguns alimentos fontes de proteínas vegetais sempre foram excluídos do cardápio das pessoas com excesso de ácido úrico, estudos recentes concluíram que não são desencadeadores do quadro de Gota, sendo eles: espinafre, couve-flor, cogumelos comestíveis, lentilha, feijões e ervilhas. Ou seja, não precisa eliminá-los do cardápio, mas seu exagero não é prudente. 
Outros vilões na alimentação também parecem contribuir para o risco do desenvolvimento da Gota, segundo estudos atuais: a frutose, utilizada pela indústria alimentícia nas bebidas açucaradas como refrigerantes e sucos artificiais. A gordura saturada em excesso (banha de porco, cortes gordurosos de carne vermelha e de porco, manteiga, bacon, queijos amarelos) e o exagero nos carboidratos refinados (açúcar, pão branco, bolos, bolachas, massas, arroz branco, etc) parecem contribuir para o risco da gota. 
Existem alimentos e nutrientes que parecem conferir uma certa proteção contra o desencadeamento da gota e deveriam fazer parte da estratégia alimentar dos pacientes com maior risco: 
  • Como resumo vale ressaltar que os cuidados na alimentação são cruciais para a prevenção ou para o melhor controle da gota, doença ainda muito incidente em nosso meio e bastante debilitante.