Categorias

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Anti ácidos: um jogo de contras

Que tem os sintomas sabe o tamanho do desconforto e mal estar que se inicia em geral após as refeições .
De causa variada, mas em geral ligada aos maus hábitos alimentares ,o tratamento mais eficiente em seu combate é a reeducação de hábitos alimentares.
O uso constante de anti ácidos pode comprometer a acidez estomacal necessária para a absorção de alguns nutrientes que precisam dessa acidez para serem absorvidas, o que é o caso do Ferro e ...da Vitamina B12.
Na lista dos anti ácidos entram hidróxido de alumínio e os bloqueadores da bomba de prótons ( Prazóis) esse último devendo ser utilizado somente sob orientação médica .
Mastigar bem os alimentos e controlar o consumo de alimentos processados , gordurosos e ricos em conservantes e mesmo bebidas gaseificadas pode ser o pontapé inicial para a diminuição das crises de azia .
Se as crises forem persistentes consulte seu médico para orientação e tratamentos adequados.
Dr Roberto Navarro
Clínico Geral e Nutrólogo

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Detox: corpo faz isso sozinho, basta seguir uma alimentação saudável

Por Elioenai Paes 

Entenda por que médicos e nutricionistas estão criticando a promoção e a venda de produtos 'detox' com o propósito de ajudar o organismo a eliminar toxinas

Suco 'detox': ele pode até ser saudável mas não substitui o fígado na 
eliminação de toxinas
É impossível não se expor a algum tipo de toxina ambiental e igualmente irreal não ter substâncias tóxicas produzidas pelo próprio corpo circulando no organismo. Em tese, então, ele estaria carregando uma série de substâncias ruins que só um bom suco 'detox' conseguiria mandar embora, certo? Errado.
O fígado por si só faz esse trabalho, mas sem ajuda ele não consegue fazer tudo sozinho, precisa de insumos provenientes de uma alimentação equilibrada. Quem não toma sucos detox mas tem uma alimentação minimamente saudável, tem um fígado (e um organismo!) feliz.
O nutrólogo Roberto Navarro explica: toda vez que temos contato com alguma substância tóxica, seja pela boca, pelo intestino, ou mesmo por inalação (que vai para o pulmão), esses compostos vão parar no sangue. E, obrigatoriamente, passarão pelo fígado.
“Ele é um órgão central que recebe tudo o que passa pelo sangue e reconhece o que é um nutriente importante ou o que é uma toxina”, diz o médico.
Quando o fígado reconhece algo potencialmente tóxico, ele faz um processo completo chamado de detoxificação hepática, ou seja, ele reconhece a substância e, por meio de uma sequência de reações bioquímicas complexas que acontecem dentro das células do órgão, ele modifica a estrutura química da toxina.
"Uma vez feito isso, o fígado manda a toxina embora, para ser eliminada. Isso se dá pela urina, pela respiração, pela bile ou pelas fezes”, explica Navarro, acrescentando que a única condição para esse processo não ocorrer é quando o fígado está doente.
Para o fígado trabalhar a favor do organismo, ele precisa de enzimas, cuja produção e ação depende de determinados nutrientes obtidos pela alimentação. O principal, segundo Navarro, é um aminoácido chamado cisteína. “Essa cisteína é encontrada em alguns alimentos. São os compostos enxofrados ou sulfidrílicos”, diz.
Na feira, explica o especialista, esses compostos atendem pelo nome de alho, cebola, rúcula, agrião, espinafre, couve, brócolis e cogumelos comestíveis. São os que mais contêm esses aminoácidos, embora outros alimentos carreguem essas propriedades em menor teor.
“Talvez pelo apelo de vender um suco, ficou parecendo que a gente só consegue fazer o fígado trabalhar a nosso favor se tomar esses alimentos na forma de um suco. Na verdade, não. As pessoas podem comer de outras formas”, diz Navarro. Por exemplo: uma salada que tenha algum desses alimentos já supriria a necessidade do corpo. Um arroz com alho, também. Um bife acebolado, igualmente.
Detoxificação hepática não é a mesma coisa que desintoxicação, como a feita com as drogas. Podemos ser intoxicados por bactérias e medicamentos. Desintoxicação, para a medicina, é outra coisa. É um tratamento que se faz em hospitais quando se está com intoxicação aguda”, esclarece.
Quem se intoxicou com venenos, por exemplo, precisa usar medicamentos – dentro de um hospital de emergência – que possam impedir a absorção dele e preservar a vida.
Suco detox para emagrecer ou curar câncer? Não.
A maior associação do suco detox à boa saúde é a crença de que ele teria poderes milagrosos de emagrecimento, o que não é verdade.
“Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Na nutrologia, consideramos que esses sucos são saudáveis, desde que preparados sem coar e sem adicionar açúcar, principalmente se a pessoa não come nenhuma salada ou não tem uma ingesta adequada em compostos cisteínicos”, diz o médico. Agora, emagrecer? Ele discorda.
“Dizer que o suco detox emagrece ou cura o câncer, é complicado!”, diz. De acordo com Navarro, o suco é capaz de trazer um benefício, já que carrega antioxidantes e polifenóis.
“Mas não podemos dizer que vai tratar uma doença com um alimento. Toda vez que se faz um apelo de curar, de desintoxicar, é sensacionalismo”.
A nutricionista funcional Bianca Innocêncio da Clínica Andrea Santa Rosa conta que sempre primeiro propõe uma alimentação mais saudável aos pacientes, com alimentos de verdade.
“Procuramos reduzir a exposição a produtos químicos para fornecer mais nutrientes a todos os sistemas. Utilizar um suco natural e nutritivo pela manhã é uma boa maneira de se começar o dia, mas sem dúvida tal recomendação não substitui alimentos frescos ao longo do dia”, ressalta.
E quem não come nenhum desses alimentos?
Navarro explica que o fígado leva cerca de 120 dias para completar a detoxificação de metais pesados e tóxicos, como chumbo, mercúrio ou alumínio. Se ele não for capaz de excretar dentro desse prazo, os metais passam a morar dentro das células, seja do próprio fígado ou dos ossos e, a médio prazo, pode desencadear doenças degenerativas, além do câncer.
Seja no suco, seja na salada ou no ensopado, os alimentos com aminoácidos cisteínicos devem fazer parte de uma dieta equilibrada. Em quem, no entanto, torce o nariz para todos, a balança vai pender para o lado ruim.
“Se não ingiro nenhum alimento saudável para meu fígado trabalhar e me exponho a metais tóxicos e agrotóxicos, tenho um risco relativamente maior. Para isso, no entanto, teria de estar em uma desnutrição grave, já que os compostos cisteínicos também estão presentes em oleaginosas, frutas e outros legumes. Em quantidades menores, mas estão”.
Matéria publicada Portal IG

Nutrição na Gestação

Gestantes que mantém uma dieta saudável e equilibrada desenvolvem um risco menor de complicações durante a gestação .
Em um período em que a necessidade nutricional da futura mamãe e de seu bebê aumenta e precisa ser ajustada para corresponder às suas necessidades individuais , a orientação nutricional é de extrema importância para a manutenção da saúde de ambos.
Agora quando você passar com seu médico Ginecologista você receberá dicas de Nutrição na Gestação feitas por mim.
Trabalho que me deu enorme satisfação e orgulho!
Obrigado à Conectfarma pelo convite e oportunidade no desenvolvimento deste material !
Dr Roberto Navarro
Clínico Geral e Nutrólogo





Dieta sem lactose não é a mais indicada para quem quer emagrecer, afirmam especialistas

Ao contrário do que o método defende, o leite pode contribuir para a perda de peso




A dieta sem lactose consiste em deixar de ingerir o leite e seus derivados, mesmo que as pessoas não tenham intolerância à lactose ou alergia à proteína do leite. Cortar estes alimentos teoricamente contribuiria para a perda de peso, pois de acordo com alguns profissionais de saúde, a proteína do leite leva ao ganho de peso e a bebida ainda causaria inflamações que favorecem o sobrepeso e a obesidade. 
Porém, conversamos com nutricionistas e nutrólogos que defendem que o leite e seus derivados proporcionam uma série de benefícios para a saúde de quem não tem restrições ao alimento e ainda ajuda aemagrecer. Confira os problemas da dieta sem lactose e entenda por que o alimento é tão importante para uma dieta balanceada.  

O método emagrece?


O argumento dos profissionais que defendem a dieta é que a lactose e a proteína do leite contribuem para o ganho de peso. Contudo, não existe relação entre o leite e os seus derivados e o sobrepeso ou obesidade. "O que acontece é que quando você retira esses alimentos provavelmente irá diminuir as calorias ingeridas e se elas não forem substituídas a pessoa consome menos e irá emagrecer", explica o nutrólgo Roberto Navarro. 



Cortar o consumo de leite e derivados não leva a perda de peso - Foto: Getty Images
Cortar o consumo de leite e derivados não leva a perda de peso

Além de não engordar, o leite pode ajudar a emagrecer, especialmente as versões desnatadas e semi-desnatadas. "Estudos apontam que o cálcio, presente em grandes quantidades no leite e derivados, pode impedir um pouco a agregação de gordura e estimular a sua queima", diz a nutricionista Mariana del Bosco. 
O alimento também proporciona saciedade. "Uma pesquisa cita que a proteína e a gordura saturada do leite tem um efeito maior na saciedade. O estudo observou que pessoas que fazem dieta e não retiram o leite ficam saciadas por mais tempo do que aquelas que deixam de ingerir o alimento", observa Navarro. 

Os mitos sobre o leite e o ganho de peso

Os defensores da dieta sem lactose argumentam que a proteína do leite contribui para o ganho de peso, mas isto não está correto. "Afinal, todas as proteínas, independente da origem, tem um valor calórico definido de quatro calorias por cada grama", constata Narro. 
Outra questão apontada é que o leite causaria o estufamento da barriga. De fato, pessoas que têm intolerância à lactose podem sofrer um estufamento devido à fermentação excessiva e, quando o alimento é cortado, a barriga irá desinchar. Porém, quem não tem intolerância à lactose pode consumir o alimento sem correr este risco. 



O leite pode ajudar a emagrecer - Foto: Getty Images
O leite pode ajudar a emagrecer

Pessoas contrárias ao consumo do leite na alimentação também afirmam que ele causa inflamações no organismo e, consequentemente, favorece o sobrepeso e a obesidade. O leite realmente possui gorduras saturadas e quando estes ácidos graxos são ingeridos em excesso levam a inflamações. "Como tudo na nutrição, sempre pensamos na moderação, quem toma mais leite do que o recomendado terá o excesso de calorias e gorduras e é isto que causará problemas", ressalta del Bosco. 
Por isso, quando consumido na quantidade recomendadas de três porções de lácteos por dia o leite e seus derivados não irá proporcionar maior inflamação no organismo de pessoas saudáveis. 

Os problemas da falta de leite e derivados na alimetação




A falta de leite e derivados pode favorecer a osteoporose - Foto: Getty Images
A falta de leite e derivados pode favorecer a osteoporose

A falta de quantidades adequadas de cálcio no organismo aumenta os riscos de osteoporose, doença que ocorre quando o corpo deixa de formar material ósseo novo suficiente ou quando muito material dos ossos antigos é reabsorvido pelo corpo, se os ossos não se renovam como deveriam, ficam cada vez mais fracos e finos, sujeitos a fraturas. 
O leite e seus derivados também são a maior fonte de lactobacilos. Essas substâncias são necessárias para a manutenção da microbiota intestinal, quando ela funciona corretamente diminuem as chances de prisão de ventre, formação de gases que causam o estufamento no abdômen e a absorção de vitaminas e minerais é melhor. 

Os problemas da falta de leite e derivados para o adolescente




A falta de cálcio nos adolescentes pode gerar uma série de problemas de saúde - Foto: Getty Images
A falta de cálcio nos adolescentes pode gerar uma série de problemas de saúde

A dieta sem lactose pode ser extremamente prejudicial para o adolescente saudável. Isto porque a densidade óssea que você irá conseguir irá depender do quanto de cálcio será ingerido até os 20 anos de idade. "Dos 0 aos 20 anos é o momento em que as pessoas precisam ingerir boas quantidades de cálcio. Caso o leite seja retirado da dieta sem ser substituído por outras fontes de cálcio as chances de osteoporose aumentam", alerta Navarro.
Matéria publicada no Portal Minha Vida por Bruna Stupiello